Terça-feira, Setembro 23, 2008
Primeiras impressões
É uma verdade universalmente conhecida que um homem, em posse de grande fortuna, deve estar atrás de uma esposa.
É com essa frase sarcástica que começa um de meus livros preferidos e uma das maiores histórias de amor do mundo: Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Estou relendo a história de Fitzwilliam Darcy (Orgulho) e Elizabeth Bennet (Preconceito) pela enésima vez.
Minha literatura em Austen se resume a três de seus livros: este, "Razão e Sensibilidade" e "Persuasão". Estava começando a leitura de "Northanger Abbey" quando, de repente, senti uma vontade imensa de reler "Orgulho e Preconceito", cuja linha narrativa deu base para qualquer comédia romântica que já tenha sido feita, desde as épocas de Doris Day e Rock Hudson: homem e mulher que se detestam em um primeiro encontro e, depois, acabam se descobrindo apaixonados um pelo outro.
Só que Jane Austen vai além disso. Não é apenas uma história de amor, mas uma narrativa com verve sarcástica e olhar crítico sobre as convenções da sua época. A mãe que empurra as filhas para cima de homens ricos em busca de casamentos vantajosos; as meninas tolas que só querem saber de dançar e flertar; a pseudo-intelectual que não perde a oportunidade de soltar suas pérolas de sabedoria, decoradas de algum livro; enfim, um desfile curioso de caricaturas da Inglaterra de início do século XIX.
E, claro, o taciturno e maravilhoso sr. Darcy, sonho de 11 entre 10 mulheres.
garatujado por Elaine 12:34 PM